Talvez eu tenha tido sorte no fim das contas. Eu dou risada por me achar patética por esperar ter sorte usando uma calcinha verde no ano novo. Mas, como disse, talvez eu tenha tido sorte mesmo. Porque na realidade, a gente espera meio sem muita esperança, porque é tradição e queremos acreditar que funciona. A verdade é: não existe superstição que realize coisas que só pondo as mãos na massa você consegue fazer.
Em 2013 atirei no escuro e pensei ter me encontrado em Relações Públicas, no fim, vi que não era nada disso. Em janeiro de 2014 vi que nunca estive tão errada na minha vida. Tive sorte sim: segundas chances apareceram e me mostraram que nem tudo estava perdido. Por um lado, é realmente desanimador começar tudo do zero, mas por outro, é ótimo poder recomeçar. Em fevereiro quis acreditar que meu futuro estava em Marketing, e em março, tive certeza que esse não era o caminho que eu deveria seguir. Março e Abril foi o que eu tive de tempo para me conhecer, me descobrir e me decidir, porém, como de praxe, priorizei o ócio e depositei minhas esperanças no cursinho, que comecei em maio. Quando achei que não poderia me perder mais, reapareceu aquele leque de opções que deu um nó na minha cabeça. Em junho, tinha certeza que queria cursar Relações Internacionais, e, depois que prestei o vestibular e não passei, senti que aquilo não era pra ser, porque não era pra mim. Eu estava meio desolada com todo esse não-saber-pra-onde-ir e meio que desisti das aulas. Consigo contar quantas vezes fui nessas aulas que seguiram, mas me perderia se fosse pra contar quantas vezes desviei do caminho do cursinho e fiquei divagando pelas manhãs paulistanas. Nascida e criada em São Paulo, fiz de mim turista e não tive vergonha disso. Me afundei na cultura da cidade e acho que foi a coisa mais legal que fiz para me descobrir. Previsivelmente, meu primeiro destino foi a Avenida Paulista, que era pertinho de onde eu fazia aula. Não deixei de ir ao Itaú Cultura, Casa das Rosas e nem ao Conjunto Nacional e Livraria Cultura. Fui em mais exposições nesse ano do que em todos os meus vinte anos de vida. Foi tão bom. O peso que isso faz na bagagem da vida é um que definitivamente não me importo de carregar. Aos poucos perdi o medo e me via andando da Ana Rosa até a Liberdade, Sé, República, Anhangabaú. Acompanhei o que passava nos jornais sobre o MSTS pelos meus próprios olhos ao invés de acompanhar pela mídia. Cada pessoa tem sua história, e mesmo que não conhecemos todas elas, é bom fazer parte mesmo que seja através de um olhar, e ter a capacidade de entender que a complexidade dos problemas e histórias vão muito além da nossa compreensão. E talvez tudo isso seja meio difícil de digerir, mas a vida é como ela é, e as histórias são como são por um motivo. Passamos tanto tempo procurando por um propósito - eu mesma já perdi tanto tempo nisso - e hoje acredito que nosso propósito é o que fazemos da nossa vida e como escrevemos e contamos nossas histórias. Todas essas descobertas que fiz através de cabular aulas, coisa que não conto com orgulho, mas que absolutamente não me arrependo, me abriu os olhos e me mostrou como o mundo é grande. Drummond também me fez entender: sou muito menor. Mas faço parte, não é pelo meu tamanho que dito minha importância, é pelo que podemos representar e fazer, isso sim. Então, no fim das contas, acredito que sim, eu tive sorte. A calcinha verde na virada fazendo parte ou não. Cada coisa que eu li, aprendi e absorvi foi com certeza também expelida de volta para o universo. Nada disso é para sempre, e fazemos essa troca com o ambiente em que estamos inseridos para que tudo que vem permaneça pelo menos um pouco mais do que nós nesse mundo. Hoje, 24 de dezembro de 2014, só cheguei aqui, na segunda fase de uma das melhores universidades de São Paulo não é por acaso, e agora eu tenho certeza que meu coração pertence à comunicação e sempre pertenceu. Na verdade eu sempre soube e nunca coloquei muita fé. O que valeu foi o caminho que percorri e me trouxe até aqui, e o que vem depois de hoje: um novo caminho e novas descobertas.
Que em 2015 façamos mais descobertas sobre esse mundo grande e o ''eu'' que não precisa ser tão pequeno assim. À sorte, se é que ela existe, e se sim, que permaneça. Às segundas chances, porque sem elas talvez não estivéssemos aqui. Por fim, ao Universo, que nos permite estar inseridos nele por um tempo, e que esse tempo seja maravilhoso.
segunda-feira, 12 de janeiro de 2015
sábado, 26 de julho de 2014
Pausa das horas
Faz tanto tempo dês da ultima vez. Tanta coisa mudou...
Parece que a vontade incansável que eu tinha de viver sumiu de repente, num
piscar de olhos, numa fração de segundos, no breve movimento que o relógio faz
ao mudar de hora. Crescer cansa, os anseios deixam de ser tão intensos e eu só
quero que sejam realizados logo e até de forma rápida. Parece que o que vale
agora é a série de coisas que a gente faz, e não a qualidade dessas coisas, o
modo que as fazemos, desde que as façamos. Parece tudo tão predeterminado que
se mudarmos o curso do movimento dessas coisas tudo foi em vão, vai por água
abaixo. E eu estou parada nesse tempo, nesse espaço da vida o qual a gente acha
que vai ser breve, pelo menos espera
que seja breve, que é essa transição da vida adolescente para a vida adulta,
aonde nos cercamos de dúvidas e buscamos pela mais simples resposta, que nos
leva a caminhos mais complexos com o passar do tempo.
Mas o tempo não
passa...
Diante dos meus olhos
tenho um punho de areia na mão, não tem ampulheta, não há quem conte o passar
das horas, e esse momento é tão precioso, porque sei que se soltar o pulso,
tudo vai tão rápido, perco a linha de pensamento que me levaria a algum lugar e
então persisto ao segurar meu punho. Preciso
que algo indique que estou no caminho certo, e quando eu finalmente souber
então o tempo pode passar, que seja depressa ou até que se arraste como vem se
arrastando, porque ainda não sei o ritmo que quero seguir essa dança, não sei
como cheguei até aqui, e por mais lenta que seja a valsa, eu continuarei
dançando...
terça-feira, 24 de junho de 2014
Antes que eu te esqueça
Antes que eu te esqueça
Continuo lembrando dos dias que se passaram
Você mexia no meu cabelo e me mandava músicas
Me escrevia poesias e me fazia rir
Antes que eu te esqueça
Queria que você me perdoasse
E gostasse de mim o suficiente
para me dar uma chance
Queria ter visto mais a cidade
enquanto segurava sua mão
E não só as luzes da Faria Lima
Naquela noite de setembro
Antes que eu te esqueça
Queria que você se amasse
O mesmo tanto que te amei
Ou mais
Que você seja seu e não só de alguém
E que isso te baste
Continuo lembrando dos dias que se passaram
Você mexia no meu cabelo e me mandava músicas
Me escrevia poesias e me fazia rir
Antes que eu te esqueça
Queria que você me perdoasse
E gostasse de mim o suficiente
para me dar uma chance
Queria ter visto mais a cidade
enquanto segurava sua mão
E não só as luzes da Faria Lima
Naquela noite de setembro
Antes que eu te esqueça
Queria que você se amasse
O mesmo tanto que te amei
Ou mais
Que você seja seu e não só de alguém
E que isso te baste
terça-feira, 19 de novembro de 2013
Right place right time
''The great moments of your life won’t necessarily be the things you do, they’ll also be the things that happen to you. Now I’m not saying you can’t take action to affect the outcome of your life; You have to take action – and you will. But never forget that on any day you can step out the front door and your whole life could change forever. You see, the universe has a plan, and that plan is always in motion. A butterfly flaps its wings and it starts to rain. It’s a scary thought, but it’s also kind of wonderful. All these little parts of the machine constantly working making sure that you end up where you’re supposed to be there.''
terça-feira, 8 de outubro de 2013
Ease me
I'm running away
Shutting my eyes to this city lights
And I just don't want to stay
I love it in here, though
The city I was born, the city where I grew
and maybe intend to grow old
But the idea of going somewhere else, be somewhere new -
It hits me
And I just want to go
Don't ask me for reasons - probably something I haven't thought about yet
But the feeling of not going anywhere but here -
It hits me
Life, just don't leave me hangin', don't make me stay
Just let me go for a while
I'll be back soon
I'll be back
Somewhat wiser, happier
Heart on my sleeve
Carrying a smile
Shutting my eyes to this city lights
And I just don't want to stay
I love it in here, though
The city I was born, the city where I grew
and maybe intend to grow old
But the idea of going somewhere else, be somewhere new -
It hits me
And I just want to go
Don't ask me for reasons - probably something I haven't thought about yet
But the feeling of not going anywhere but here -
It hits me
Life, just don't leave me hangin', don't make me stay
Just let me go for a while
I'll be back soon
I'll be back
Somewhat wiser, happier
Heart on my sleeve
Carrying a smile
quinta-feira, 4 de julho de 2013
Carnavais Atemporais
Eu, que hoje empurro tudo com a barriga
Não tenho nem mais os simples prazeres carnais,
A alegria dos carnavais, e mesmo assim
Sinto que tanto faz
Dá alguma saudade
Às vezes dá uma carência,
Saber de novo como é o toque de uma mão na minha,
Que me faça esquecer que sou sozinha
Talvez eu esteja mesmo por fora,
Não esteja vivendo como se deve
E percebi só agora
(Afinal, qual é a maneira correta de viver?)
Eu, nesse inverno, sinto frio
Não só o físico, mas também o vazio
Que afoga meu peito e parece não ter salvação
Eu, que antes fazia poesia
Era prosa
Fantasia
Que de tudo ria
Já agora não mais
O que será de mim daqui pra frente,
nos futuros carnavais?
Não tenho nem mais os simples prazeres carnais,
A alegria dos carnavais, e mesmo assim
Sinto que tanto faz
Dá alguma saudade
Às vezes dá uma carência,
Saber de novo como é o toque de uma mão na minha,
Que me faça esquecer que sou sozinha
Talvez eu esteja mesmo por fora,
Não esteja vivendo como se deve
E percebi só agora
(Afinal, qual é a maneira correta de viver?)
Eu, nesse inverno, sinto frio
Não só o físico, mas também o vazio
Que afoga meu peito e parece não ter salvação
Eu, que antes fazia poesia
Era prosa
Fantasia
Que de tudo ria
Já agora não mais
O que será de mim daqui pra frente,
nos futuros carnavais?
domingo, 6 de janeiro de 2013
alguma coisa sem sentido que eventualmente faz sentido
Eu achava que tudo na minha vida estava ao contrário, mas eu percebi que as coisas estão exatamente como elas devem estar. E mesmo se não estivessem, eu não ia querer mudar porque estranhamente estou gostando dessa fase da minha vida. Toda virada de ano é uma falsa ilusão de que tudo vai mudar e tudo está sempre o mesmo, mas o que me assusta é que esse ano as coisas realmente vão mudar. Não no sentido de acontecer uma reviravolta que se esquece até o próprio nome e propósito nessa vida, mas as coisas estão caminhando em novas estradas e eu não sei o que esperar. Mas estou feliz por saber que vou começar alguma coisa do zero de novo, afinal, mais um ciclo se encerrou. Voltando ao propósito inicial do desabafo, que por sinal é algo que eu não fazia há tempos e nunca fiz aqui no blog, se minha vida estiver mesmo ao contrário e esse é o jeito que ela tem que estar, prefiro que permaneça ao contrário, porque não há chances de eu conseguir endireitá-la. Eu sou péssima em publicar desabafos que não sejam sobre meus sentimentos ridículos ou etc. Eu tô até um pouco ansiosa pra ver o que esse ''upside down'' na minha vida vai me trazer, mas sei lá. Eu queria mesmo era que as pessoas parassem de pensar tanto nas coisas menos importantes e realmente me escutassem e me entendessem, mas talvez eu esteja sendo egoísta. É difícil poder compartilhar até com minhas amigas mais próximas as coisas que me vem passando pela cabeça. Nem eu sei o que tenho pensado ultimamente. Acho que fizeram lobotomia em mim. Não tenho mais um cérebro inteiro, não é possível. Eu tô com um bloqueio fodido e não to conseguindo escrever coisas que me agradem, de repente me encontrei sendo mais soulful quando tinha 15 anos de idade do que agora, que tô mais velha, passei por mais coisas e adquiri alguns aprendizados. Talvez naquela época eu me arriscasse mais e de repente virei uma medrosa. Não sei da onde vem esse medo escroto que me faz pensar várias vezes antes de fazer alguma coisa, de falar. De repente eu criei uma capacidade de escutar músicas tristes e me sentir bem porque talvez esse medo todo tenha tornado músicas tristes um refúgio. Eu não queria estar passando pela fase deprê das músicas, mas algum dia, todos precisamos passar. Eu tô sentindo que isso aqui virou mais um blablabla nonsense do que um desabafo, mas eu preciso escrever esses pensamentos soltos senão eu fico cheia de coisas na cabeça e aí fica impossível de fazer qualquer coisa. Eu percebi que finalmente consegui me desprender de algumas coisas e pessoas, mesmo que mínimas, mesmo que ridículas, e isso tá me fazendo um bem incrível. É bom ver as coisas tomando um rumo mesmo que precisemos tomar umas surras da vida pra isso... E eu achava que já tinha entendido tudo aos 17, não podia imaginar que as coisas só estavam começando a ficar mais complicadas.
quarta-feira, 28 de novembro de 2012
pseudo-nós
Às vezes a gente risada,
às vezes a gente escada
A gente é esconderijo, dá uns beijos escondido
Ninguém sabe e acham que a gente não tem nada
Até porque não temos mesmo
E o mais legal de te ter, é te ter em segredo
Apesar de tudo isso, a gente sempre é gargalhada,
despretensiosa, divertida, descompromissada
Ninguém desconfia, nem quando a gente tá perto de todo mundo
Quando a gente é cama, só nós, é outra coisa, e eu diria profundo
E quando nós agimos simplesmente como nós, não sendo nada,
Bons amigos - nada mais que isso, a gente sempre risada
De mãos dadas, gargalhadas, como quem não têm nada...
às vezes a gente escada
A gente é esconderijo, dá uns beijos escondido
Ninguém sabe e acham que a gente não tem nada
Até porque não temos mesmo
E o mais legal de te ter, é te ter em segredo
Apesar de tudo isso, a gente sempre é gargalhada,
despretensiosa, divertida, descompromissada
Ninguém desconfia, nem quando a gente tá perto de todo mundo
Quando a gente é cama, só nós, é outra coisa, e eu diria profundo
E quando nós agimos simplesmente como nós, não sendo nada,
Bons amigos - nada mais que isso, a gente sempre risada
De mãos dadas, gargalhadas, como quem não têm nada...
domingo, 28 de outubro de 2012
Bla-bla-bl
eu moro sozinha
com minha máquina de lavar e o piu-piu
e a água
e as coisas que vieram com o tempo
que o dinheiro me trouxe
que o trabalho me trouxe
o dinheiro que eu ganhei através do trabalho
porque eu tenho escola
eu tenho formação
minha mãe que quis
estudei, estudei, estudei
estudei, estudei, estudei
até me formar
até conseguir um emprego
que fizesse eu comprar um apartamento
que fizesse eu comprar coisas pra colocar dentro dele
que fizesse eu comprar roupas pra vestir meu pequeno corpo
que fizesse eu comprar o material necessário pra escrever tanta besteira
mas que não alimenta minha alma e não veste meu ser
que não me impede de escrever tanta besteira
e que na verdade, não me impede de nada
com minha máquina de lavar e o piu-piu
e a água
e as coisas que vieram com o tempo
que o dinheiro me trouxe
que o trabalho me trouxe
o dinheiro que eu ganhei através do trabalho
porque eu tenho escola
eu tenho formação
minha mãe que quis
estudei, estudei, estudei
estudei, estudei, estudei
até me formar
até conseguir um emprego
que fizesse eu comprar um apartamento
que fizesse eu comprar coisas pra colocar dentro dele
que fizesse eu comprar roupas pra vestir meu pequeno corpo
que fizesse eu comprar o material necessário pra escrever tanta besteira
mas que não alimenta minha alma e não veste meu ser
que não me impede de escrever tanta besteira
e que na verdade, não me impede de nada
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Nota
Não sei o que vai ser. No momento é apenas frustrante.
Encontro-me agoniada e sei lá mais o quê. Eu pensei que fosse ser forte quando
chegasse aqui, mas não sou nem um terço do que pensei que seria. Estou lutando
contra minhas vontades. É maluco, porque eu quero tanto, e eu não queria
esconder essa vontade e nem esse sentimento, porque é tão puro e tão bonito,
até para alguém como eu. Estranho. Acho que só vou deixar ser, mesmo sem saber
bem o que é... Talvez seja o melhor.
Sincerely
You're the only person I would allow to shrunk down to a microscopic size and swim inside me in a tiny submersible machine. You're too good for me; you're too good for anyone.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
D
Minhas memórias do ano passado nesse lugar, são das minhas manhãs com você. Eu e você e mais algumas pessoas que eventualmente juntavam-se a nós. Nossas manhãs eram sempre cinzas, mas 'cê me tirava a monotonia com suas peculiaridades e seu jeito engraçado. Você teve que ir, até porque não tinha mais nada pra você por aqui. E eu fiquei, mas também, só por enquanto. Fizemos as típicas promessas de fim de ano, e algumas até conseguimos cumprir. Mas algo aconteceu: você conheceu alguém. Eu não sabia quem era, e até hoje acho que não sei. Não sei mais quem você é, inclusive. Soube exatamente quando estava te perdendo, e fiz o possível e o impossível pra isso não acontecer... Quem disse que adiantou? Por mais que eu não quisesse, desisti de tentar, pois cansei de não conseguir. Fui fraca, e ainda sou. Sinto sua falta. Você não era meu namorado e não tínhamos laços sanguíneos. Você sempre foi meu lado racional e que vai contra o convencional. Minhas manhãs nunca mais foram as mesmas... Você foi a referência afetiva mais sincera que eu pude sentir em forma concreta. E hoje você é um desconhecido? Talvez. Preferia que não fosse, mas agora a escolha não é mais minha.
Sempre que (não) precisar,
Isabela
Sempre que (não) precisar,
Isabela
domingo, 8 de julho de 2012
Enferrujei
Estou limitada. Locomotiva parada, sem novas estações, trilhos enferrujados, não saio do lugar. Eu gosto de escrever, mas parece que acabaram os tópicos sobre os quais sei falar tão bem. Looping. Saio do lugar e mesmo sem querer, volto pra ele. Merda. Não que eu tenha pressa, mas é essa angústia de não saber fazer o que eu mais gosto. Não que eu vá morrer por isso, pois um escritor depende da sua criatividade, e isso não surge com pressão. Aguardo o tempo que for, a novidade que está por vir, ou qualquer coisa que venha para poder escrever sobre. Mas nada é garantido, afinal, tudo é tão incerto...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Sete e um quarto
Não sei por onde começar.
-
Quando eu estava no segundo ano do ensino médio, a professora de redação sugeriu que escrevessemos um texto com o que viesse em mente, e caso nada surgisse, que escrevessemos ''branco'' no papel. Eu escrevi algo embaralhado, sobre estorvo, jornalismo, dor nos calcanhares e band-aids e algumas vezes a palavra ''branco''. Foi a primeira produção de texto do ano, e todas essas palavras vieram de memórias recentes das férias de janeiro. Engraçado como a mente flui. Embora não lembre qual tenha sido a primeira produção de texto desse ano, venho escrevendo involuntariamente milhares de linhas na minha cabeça que acabo nunca colocando no papel. Parece bobagem... E por fim não é bobagem coisa alguma. A questão é que, mesmo depois de tanto tempo, ainda lembro de quando escrevi sobre o estorvo e etc. Ainda penso nas coisas que escrevi naquele dia, embora tanto tempo depois, parece que com mais intensidade. Não sei se foi pelo motivo de ter ficado mais velha. Não sei se cresci, se estou diferente fisicamente, se tenho mais maturidade do que naquele dia. Não sei mais de nada... Mas ainda tenho as cicatrizes nos meus calcanhares, e isso eu sei que sempre vou ter. E eu sempre serei piegas, não importa. Agora não sei por onde terminar... Que seja.
-
Quando eu estava no segundo ano do ensino médio, a professora de redação sugeriu que escrevessemos um texto com o que viesse em mente, e caso nada surgisse, que escrevessemos ''branco'' no papel. Eu escrevi algo embaralhado, sobre estorvo, jornalismo, dor nos calcanhares e band-aids e algumas vezes a palavra ''branco''. Foi a primeira produção de texto do ano, e todas essas palavras vieram de memórias recentes das férias de janeiro. Engraçado como a mente flui. Embora não lembre qual tenha sido a primeira produção de texto desse ano, venho escrevendo involuntariamente milhares de linhas na minha cabeça que acabo nunca colocando no papel. Parece bobagem... E por fim não é bobagem coisa alguma. A questão é que, mesmo depois de tanto tempo, ainda lembro de quando escrevi sobre o estorvo e etc. Ainda penso nas coisas que escrevi naquele dia, embora tanto tempo depois, parece que com mais intensidade. Não sei se foi pelo motivo de ter ficado mais velha. Não sei se cresci, se estou diferente fisicamente, se tenho mais maturidade do que naquele dia. Não sei mais de nada... Mas ainda tenho as cicatrizes nos meus calcanhares, e isso eu sei que sempre vou ter. E eu sempre serei piegas, não importa. Agora não sei por onde terminar... Que seja.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Ampulheta
Hoje prometi pra mim que seria diferente. Que agiria de outra forma, tomaria decisões importantes. Não aconteceu. Tenho essa mania tola de achar que as coisas mudam de uma hora pra outra, que uma situação vai ser diferente sem eu fazer nada. E nada nunca muda repentinamente. Abri os olhos e tive a mesma vista da manhã, apesar da neblina, foi a mesma de todos os dias. Dei continuidade aos mesmos hábitos que, em conjunto, são parte da mesma rotina de anos. Vi as mesmas pessoas, observei a calçada do mesmo trajeto de sempre. Até exagero ao dizer que nada mudou desde que acordei. Se mudou? Mudou a cor do céu, mudaram as horas... Alguns pensamentos não ousaram em mudar, mas ao menos se revezaram entre si. Mas, realmente mudou? Não. E nem vai mudar tão cedo.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
17
Ultimamente venho arrancando palavras da cabeça. Da boca. Em vão, pois nada sai. Aprendo palavras e quero pô-las em prática. Não é fácil. Quero situações, fatos que me forcem a usá-las, sem nenhum porque. Apenas quero. Escrever não é fácil. Preciso de mais do que a utopia e palavras bonitas que ninguém sabe sem pensar. Preciso de mais do que apenas inspiração. Preciso de vivência, de aprendizado, de conhecimento, de saber o que é passar sobre o que escrevo. Cansei das minhas poesias. Lamentos cheios de acontecimentos inúteis que farão diferença alguma no futuro. Estou em busca da construção do meu personagem, na perfeição do mesmo, do profundo conhecimento dele nessa novela tosca que é a vida. Estou hoje leviana. De coração, de cabeça, de corpo. Quem me dera encarar meus anseios com a mesma intensidade e vontade que tenho de atingí-los. A face do meu seio parece cortada e não aparenta cicatrização rápida. Corte fundo. Perdi essência... Sei lá quem sou! Minha mente não responde meu corpo e vice-versa. Acho equivocado esse lirismo tão jovem, mas a vida exigiu que meu eu desconhecido o fizesse.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Sou
Se sou o que hoje sou
Foi porque muito tempo me custou
Para pensar tudo que pensei e ainda penso
Para criar a linha de pensamento intenso
Tornei-me o que já sabia que era e sei que serei
E não houve um dia em minha terra que não fui rei
Rainha, que seja!
Sei o que sou mesmo que ninguém veja.
Foi porque muito tempo me custou
Para pensar tudo que pensei e ainda penso
Para criar a linha de pensamento intenso
Tornei-me o que já sabia que era e sei que serei
E não houve um dia em minha terra que não fui rei
Rainha, que seja!
Sei o que sou mesmo que ninguém veja.
quarta-feira, 25 de abril de 2012
Imã
Não éramos nada, não somos nada e talvez nunca seremos. Foi um golpe do acaso conhecer-te. Mas não estávamos realmente destinados a isso, foi como um campo imantado, onde não estamos prontos para a atração, a repulsa parece mais forte pois temos cargas elétricas opostas. A convivência proporciona descobertas e coisas em comum que eventualmente mudam as cargas de lado para que possam se atrair. Não sei se você me atrai. Mas mudou meu ponto de vista em relação ao que eu pensava que você era depois 'daquilo' e antes 'disso' tudo. O que você parece querer transmitir é que está sendo atraído para campos do passado, os quais, creio eu nunca ter de fato rompido os laços. Aconteceu por que teria de acontecer. Foi um fim inacabado. Porém, tudo isso é questão de ponto de vista, e ao meu ver, essa história está muito destorcida. Não importa, a questão não é mais o teu passado, e sim o que pode vir a ser agora que penso poder te conhecer tão bem no futuro. Na incerteza incerta e desconhecida do futuro.
terça-feira, 24 de abril de 2012
Prosa
Gostei de você de primeira
Mas, de segunda, gostei mesmo
Foi do teu amigo.
Agora não sei se gosto da situação
Eu e vocês
Nós
E o nosso casal de amigos:
Bela suruba;
Só que não.
O jeito é ficar sem nenhum.
Mas, de segunda, gostei mesmo
Foi do teu amigo.
Agora não sei se gosto da situação
Eu e vocês
Nós
E o nosso casal de amigos:
Bela suruba;
Só que não.
O jeito é ficar sem nenhum.
domingo, 1 de abril de 2012
Procuro nos olhos uma verdade irreal, uma certeza incerta, um vestígio dos tempo bons. Mas não há mais tempo bom algum. Não há mais uma memória sequer. O último cigarro que fumamos perdeu o gosto meses atrás e um gosto amargo de abandono substituiu-o. Você arrancou tudo da minha cabeça, jogou no lixo como se houvesse significado algum. Eu lhe digo: ame, ame muito. Mas eu te peço pra não me abandonar... O que vai ser dessa vida sem você? Ame, ame quem quer que seja. Ame aos outros da mesma forma que eu lhe amo. Mas, me ame de volta. Não me abandone mais. Volta, fica. Nunca mais se vá. E vê se pára de partir... Estou cheia de despedidas.
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