quarta-feira, 25 de abril de 2012

Imã

Não éramos nada, não somos nada e talvez nunca seremos. Foi um golpe do acaso conhecer-te. Mas não estávamos realmente destinados a isso, foi como um campo imantado, onde não estamos prontos para a atração, a repulsa parece mais forte pois temos cargas elétricas opostas. A convivência proporciona descobertas e coisas em comum que eventualmente mudam as cargas de lado para que possam se atrair. Não sei se você me atrai. Mas mudou meu ponto de vista em relação ao que eu pensava que você era depois 'daquilo' e antes 'disso' tudo. O que você parece querer transmitir é que está sendo atraído para campos do passado, os quais, creio eu nunca ter de fato rompido os laços. Aconteceu por que teria de acontecer. Foi um fim inacabado. Porém, tudo isso é questão de ponto de vista, e ao meu ver, essa história está muito destorcida. Não importa, a questão não é mais o teu passado, e sim o que pode vir a ser agora que penso poder te conhecer tão bem no futuro. Na incerteza incerta e desconhecida do futuro.

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