domingo, 11 de julho de 2010

Tattoo your name across my fate.

Imagino. Sempre acontece. Construo nitidamente um momento que possa nem existir. Fecho os olhos e então posso ver, sentir o cheiro, ouvir, parece real. Assustador, de tão real que é. Também imagino nas chances e possibilidades de uma visão da imaginação possa vir a acontecer. Desejo que algumas sim. Outras não. Queria sentir assim, como na imaginação, alguns carinhos quentes, meu coração sorridente, e você o segurando. Tudo o que podemos ver é um campo bem simples, apenas com muita grama e um árvorezinha. Também tem uma casinha, mas nós não estamos nela. Estamos lá fora, deitados sobre um lençol branco, com poucas roupas, sentindo o sol quente que nos queima, nos bronzeia. Você aperta forte minha mão, de um jeito que eu me sinta segura. Pretendia fazê-lo sentir-se assim também. Estamos livres nesse campo, nada nos impede. Ah sim, um fato: surrealidade. Apesar de toda a liberdade que minha imaginação me cede, minha realidade está limitada e eu não posso viver isso. Não sei seu nome, onde você vive. Não sei. Na verdade não precisaria saber, apenas queria retribuir as boas sensações que você me concedeu. Então, abro os olhos. Percebo que isso não passou de frutos de uma mente fértil. Agora, tudo o que sinto é cheiro de fumaça e de poluição, vejo a cidade cinza na qual vivo e ouço apenas buzinas e passos apertados, atrasados. Estou aqui, sentada tomando um café na avenida, imaginando. E então fico a imaginar, se quem tem essas oportunidades de viver o que alguém imagina, imagina viver onde outro alguém está. Existe a vaga possibilidade de cruzarmos pensamentos, desejando estarmos um no lugar do outro. Existe a possibilidade de acontecer. Existe a possibilidade de ser destino, o nosso. Assim, traçado.

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