terça-feira, 13 de julho de 2010

Sem nexo, Estranged, Strange.

Ninguém nunca me disse como seria daqui pra frente. Ninguém vai me dizer. Eu tenho duas possibilidades: posso buscar saber o que acontecerá, ou posso deixar acontecer assim, sem definições. Prefiro a segunda, sem duvidas. É como se minha vida estivesse sendo embalada por solos suaves, de um instrumento calmo. Eu não quero entender o futuro, apenas vivê-lo. É como ouvir Estranged, do Guns. Me traz tantas sensações, inúmeras mesmo. Fazia tanto sentido uma época. Agora faz menos, mas continua fazendo. Esse solo toca meu coração. Como podem dizer que eu não tenho um? Resposta adiada. Parece que eu não tenho um mesmo. O que acontecerá agora? Acho que vamos ter de esperar pra ver. É uma redoma de sentimentos infindáveis e verdadeiros. Não existe mais a possibilidade de fingir, eu descartei-a. Eu optei por ter chance de mostrar quem sou. Assim como quando ouço ess música. Eu me sinto mais eu, mais viva. Me sinto livre talvez. É estranho pois esses sentimentos são incompatíveis com a letra. Mas eu sinto que essa incompatibilidade que é o atrativo. Essa falta de sentido, de nexo, faz tanto sentido pra mim. Eu sou assim de achar essas coisas sem nexo nenhum bonito, eu acho lindo. Acho que eu sou muito eu mesmo, muito sem sentido. Eu gosto que me encantem pelo fato de não tentar ser interessante, e sim por ser. Por ser constantemente sua essência, seu interior que você pode expor a quem quiser. POr ser uma constante, pode ser previsível. Imprevisível é melhor. Gosto de dizer que gosto de uma coisa, porque assim exponho meu interior que eu não quero deixar quieto. Quero que todos me vejam assim como eu sou. Minhas características nuas e nítidas. Minha libido assim, sendo despertada. Quero que a lucidez que me pertence, vá embora...Eu só quero estar longe de uma realidade cinza. Longe de um cheiro de cigarro. Longe de um som de cidade, de objetos que falam entre si. De pessoas que se escondem. Eu quero viver na nitidez da imaginação. Quero um tempo, para ler as entrelinhas da minhas história desinteressante, para parar de buscar uma razão, e apenas viver. Para alcançar minhas metas mais inuteis, e enfim, tê-lo. Sentí-lo, assim como o solo de um tal música, Estranged.

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