domingo, 13 de novembro de 2011

Versos gélidos

Manhã gelada
E o calor que aquece
O frio que permanece
Vento típico da geada

Tomo um café, acendo meu cigarro
Vejo o dia que passa
Em um ritmo desacelerado
Me parece que tudo que tenho, basta.

Meus versos que imploram por calor
Choram todas minhas lágrimas
Procurando espantar a dor
E de tudo isso, restam-me as lástimas.

Do que me faltou
E que sempre fará falta
Esse coração que nunca amou
Irá um dia ceder-me a graça?

Sinos do inverno que já se foi

Frio que definitivamente não combina com aulas. Combina com chocolate, marshmallow, edredons inúmeros e com todas suas cores de inverno. Combina com filme que combina com pipoca. Frio remete-me a tantas combinações... Combina com café ou capuccino na poltrona de couro da livraria. Combina com vinho, conhaque. Com queijo, fondue...hmm, fondue! Combina com as diferentes estampas que desfilam nas avenidas geladas e seus guarda-chuvas. Combina com chás dos mais variados sabores, que por sinal, não combina nada com stress! Não sei, mas parece que o frio lembra nostalgia. Pode ser só uma das coisas que me faz nostalgiar, com mais intensidade nessa época. Lembranças quentes. Frio combina com velas, que combina com romance, um encontro ao ganhar um buquê de rosas vermelhas. Com uma lingerie bonita que se esconde debaixo de casacos, suéteres e cardigãs e cachecóis e meias-calças e calças. mas apesar de ser tudo tão lindo, acho que os termômetros não combinam com a verdadeira sensação térmica... E nem comigo! Inverno, pra quê te quero?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Summer time, já diria Janis Joplin

Amanheceu escuro. Amanheceu sem manhã. Sem luz, sem o sol das seis e meia. É isso que o horário de verão faz. Cega nosso fio de luz do despertar. E depois de um tempo, o céu se abre e dá espaço ao sol lá pelas oito. Desejaria acordar apenas quando o sol desse o ar da graça, mas acordo quando o dia desperta, como antes, quando o sol me acompanhava. O sol que chega tarde e se põe mais tarde ainda. Aprecio essa preguiça bonita, que clareia o dia por uma hora menos, apesar da sensação ser de dias mais longos. O cair do sol às dezenove me faz parar tudo para assistí-lo. Penso sempre o porquê dessa mudança, mas não preciso de uma resposta. Respostas específicas demais geralmente me assustam. Então o assisto sem querer respostas para minha pergunta. Afinal, pra quê tirar a graça de tudo isso com alguma resposta que, provavelmente, eu não escutaria uma palavra? E se escutasse, não entenderia... Aliás, o sol tem essa magia toda, de vir com uma trilha sonora, né? Cada lugar combina com uma música para belos dias ensolarados. Algumas combinam mais com domingos em casa, café na cama... Horário de verão é tão mais outono do que verão, e acho que é por essa contradição da vida que eu gosto tanto. Tirando o fato de ter uma hora a menos pra vadiar pela vida...

sábado, 1 de outubro de 2011

Detalhe

Encontrei a felicidade sentada numa mesa de um restaurante mexicano na Augusta, tomando uma cerveja com uma pessoa que eu amo. Rodando pra lá e pra cá, sem destino. Sem hora, sem pressa, sem compromisso...

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Ruínas das possibilidades, das saudades

Pior da saudade é que você sempre quer ter tudo como era antes, e não poder fazer nada pra ter um momento de volta. Pior da saudade é pensar que tudo que eu precisava eu tinha em mãos e deixei fugir. Pior de tudo isso é o arrependimento. Pior que qualquer coisa, porque eu sempre penso no ‘’e se...?’’ e é sempre assim. E se tudo desse certo tudo estaria bem, mas como sempre, tudo dá errado. Eu acho que gosto tanto do errado que chega a me atrapalhar. Me impediu de fazer tantas decisões importantes na vida. Pior de tudo isso é saber que não tem volta. Mas o verdadeiro pior fator de tudo isso, é selecionar músicas tristes, ouví-las sozinha, pensando nos momentos que perdeu... E deixar as lágrimas caírem até se secarem sozinhas, sendo substituídas por mais outras e outras...

domingo, 11 de setembro de 2011

Não sei se sou. Talvez eu seja, não sei.

Estou cercada de pessoas, porém só. Só eu. Eu e eu. E sinceramente, eu, sendo eu mesma, cansei. Cansei desse vazio que não é preenchido nunca. Nem por um ventinho, nem sequer uma brecha do sol que entra pela janela. Muito menos por mim mesma. Estou em constante estado de solidão, que me faz tanto pensar... Acho que estou enlouquecendo, ou apenas enfraquecendo. Me sinto fraca também, estou perdendo o melhor de mim e até o que nunca tive. Ou tive por um momento e perdi rapidamente. E cada vez mais me perco, afundo... e não há bóia que me salve, me tire da maré movimentada. Não sei o que fiz da minha criatividade. Acho que foi pro ralo com alguns dos fios de cabelo que se desprendem da cabeça, ou com pedaços da minha pele que estão a mudar constantemente. Sabe-se lá o que fiz e estou fazendo da minha vida, ao menos sei que não sou aquilo que as pessoas pensam, o contrário do que realmente sou. Ou do que quero ser. Não sei exatamente. Não sei absolutamente. Sei que sou o que sou, talvez não seja o que quero ser. Mas num futuro talvez eu seja. Seja o que quero ter e tenha o que quero ser.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você de novo

Esses dias dei pra ter saudades do ano passado. Da falta de compromisso comigo mesma, das sensações. Senti saudades de falar com você todos os dias. De você gostar de mim e eu não saber se gosto de você. Das gravações e das nossas dizidas músicas. A trilha sonora dessa drama bom. E por uma bobagem deixei você escapar, como quem pega um punhado de areia fina que escorre dentre os dedos. Te magoei, e que nem dizem: sambei no teu coração com salto agulha. E nem ao menos parei. Me aprofundei em algo totalmente vazio de amor, e te olhava me olhando de longe, e não sentia pena. Só de mim. Te perdi, perdi-me e iludi-me. Me abri, e meus olhos não fitavam mais os teus, minha pele não estava mais sobre a sua. Fitavam outros, era tudo diferente. Olhares que se desencontravam por poucos milésimos, e reencontravam-se e vai-e-vém. Não sentia mais nada além de dor. E depois não mais. E logo após o término, acabou. E agora tô com saudades dos amores do passado. Não sei se posso dizer que te amei, mas as coisas mudaram e os sentimentos não são mais os mesmos. Eu gostava de você. E essa é a hora que você se pergunta: ''Então, porque?''... E eu te digo que não foi por não gostar de você, mas sim por não gostar de mim. Sabe se lá o que se passava na minha mente de 15 anos, que mais parecia uma metralhadora, atirando conclusões confusas à respeito de qualquer coisa... Mas eu tenho todo o tempo do mundo, posso esperar. Posso fazer coisas que nunca imaginei, só por você. Acho que isso significa algo, não? Somos tão jovens...