terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Sono

Meus olhos pesam... Olhos? Semi-abertos permanecem até o fim. Permanecerão. Permanecerão, será? Não me esforço pra abrir tampouco pra fechar. Pesam bastante até... E permanecem semi-abertos.

sábado, 21 de janeiro de 2012

Novela

Somos o amor sem romance
Somos o romance que não sabemos que temos
Você me tem e vice-versa
Uma pena que no meio disso
Meio que nos perdemos
Nem ao menos sabemos
Embora às vezes ache que tu me tens demais
E eu lhe tenho de menos
E nesse ter ou não ter, prefiro fingir esquecer
Quem sabe um dia ‘cê não vem atrás
Do que nunca deixou de te pertencer

domingo, 15 de janeiro de 2012

Pseudo-qualquer-coisa

Deixei doer
De repente, fiz a dor desaparecer
Devagar, divaguei
Devagar, descansei
Desapareci de vez
Sim, sinto saudade sua
Cê saiu sem serequetim
Sá sum sá sum
Surugudum

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Entre olhares

Você estava lá. Olhando para mim como se estivesse sentindo a minha falta. Mas você não estava. Seus grandes olhos castanhos estavam me assustando pra caralho. Você entrou, caminhando em minha direção e eu pensei que era alguma coisa. Mas não era nada. Lá estava você. Sorrindo no meio da multidão, a multidão que eu não podia ver. Seus olhos estavam me hipnotizando, como um daqueles contatos de olho intenso que você faz com estranhos na rua. Eu sorri de volta, pensando que você pudesse estar, possivelmente, sentindo a minha falta. Mas você não estava. E você nem explicou-se. Como eu poderia saber? Eu não poderia. Porque você pensou que seria um grande problema para mim. E não foi. Pela primeira vez eu estava sendo indiferente sobre algo relacionado a você. Eu juro que pensei que nunca voltaria a sorrir. E eu posso. Mais feliz do que nunca. Apenas como as coisas devem ser.

domingo, 13 de novembro de 2011

Versos gélidos

Manhã gelada
E o calor que aquece
O frio que permanece
Vento típico da geada

Tomo um café, acendo meu cigarro
Vejo o dia que passa
Em um ritmo desacelerado
Me parece que tudo que tenho, basta.

Meus versos que imploram por calor
Choram todas minhas lágrimas
Procurando espantar a dor
E de tudo isso, restam-me as lástimas.

Do que me faltou
E que sempre fará falta
Esse coração que nunca amou
Irá um dia ceder-me a graça?

Sinos do inverno que já se foi

Frio que definitivamente não combina com aulas. Combina com chocolate, marshmallow, edredons inúmeros e com todas suas cores de inverno. Combina com filme que combina com pipoca. Frio remete-me a tantas combinações... Combina com café ou capuccino na poltrona de couro da livraria. Combina com vinho, conhaque. Com queijo, fondue...hmm, fondue! Combina com as diferentes estampas que desfilam nas avenidas geladas e seus guarda-chuvas. Combina com chás dos mais variados sabores, que por sinal, não combina nada com stress! Não sei, mas parece que o frio lembra nostalgia. Pode ser só uma das coisas que me faz nostalgiar, com mais intensidade nessa época. Lembranças quentes. Frio combina com velas, que combina com romance, um encontro ao ganhar um buquê de rosas vermelhas. Com uma lingerie bonita que se esconde debaixo de casacos, suéteres e cardigãs e cachecóis e meias-calças e calças. mas apesar de ser tudo tão lindo, acho que os termômetros não combinam com a verdadeira sensação térmica... E nem comigo! Inverno, pra quê te quero?