domingo, 15 de janeiro de 2012

Pseudo-qualquer-coisa

Deixei doer
De repente, fiz a dor desaparecer
Devagar, divaguei
Devagar, descansei
Desapareci de vez
Sim, sinto saudade sua
Cê saiu sem serequetim
Sá sum sá sum
Surugudum

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Entre olhares

Você estava lá. Olhando para mim como se estivesse sentindo a minha falta. Mas você não estava. Seus grandes olhos castanhos estavam me assustando pra caralho. Você entrou, caminhando em minha direção e eu pensei que era alguma coisa. Mas não era nada. Lá estava você. Sorrindo no meio da multidão, a multidão que eu não podia ver. Seus olhos estavam me hipnotizando, como um daqueles contatos de olho intenso que você faz com estranhos na rua. Eu sorri de volta, pensando que você pudesse estar, possivelmente, sentindo a minha falta. Mas você não estava. E você nem explicou-se. Como eu poderia saber? Eu não poderia. Porque você pensou que seria um grande problema para mim. E não foi. Pela primeira vez eu estava sendo indiferente sobre algo relacionado a você. Eu juro que pensei que nunca voltaria a sorrir. E eu posso. Mais feliz do que nunca. Apenas como as coisas devem ser.

domingo, 13 de novembro de 2011

Versos gélidos

Manhã gelada
E o calor que aquece
O frio que permanece
Vento típico da geada

Tomo um café, acendo meu cigarro
Vejo o dia que passa
Em um ritmo desacelerado
Me parece que tudo que tenho, basta.

Meus versos que imploram por calor
Choram todas minhas lágrimas
Procurando espantar a dor
E de tudo isso, restam-me as lástimas.

Do que me faltou
E que sempre fará falta
Esse coração que nunca amou
Irá um dia ceder-me a graça?

Sinos do inverno que já se foi

Frio que definitivamente não combina com aulas. Combina com chocolate, marshmallow, edredons inúmeros e com todas suas cores de inverno. Combina com filme que combina com pipoca. Frio remete-me a tantas combinações... Combina com café ou capuccino na poltrona de couro da livraria. Combina com vinho, conhaque. Com queijo, fondue...hmm, fondue! Combina com as diferentes estampas que desfilam nas avenidas geladas e seus guarda-chuvas. Combina com chás dos mais variados sabores, que por sinal, não combina nada com stress! Não sei, mas parece que o frio lembra nostalgia. Pode ser só uma das coisas que me faz nostalgiar, com mais intensidade nessa época. Lembranças quentes. Frio combina com velas, que combina com romance, um encontro ao ganhar um buquê de rosas vermelhas. Com uma lingerie bonita que se esconde debaixo de casacos, suéteres e cardigãs e cachecóis e meias-calças e calças. mas apesar de ser tudo tão lindo, acho que os termômetros não combinam com a verdadeira sensação térmica... E nem comigo! Inverno, pra quê te quero?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Summer time, já diria Janis Joplin

Amanheceu escuro. Amanheceu sem manhã. Sem luz, sem o sol das seis e meia. É isso que o horário de verão faz. Cega nosso fio de luz do despertar. E depois de um tempo, o céu se abre e dá espaço ao sol lá pelas oito. Desejaria acordar apenas quando o sol desse o ar da graça, mas acordo quando o dia desperta, como antes, quando o sol me acompanhava. O sol que chega tarde e se põe mais tarde ainda. Aprecio essa preguiça bonita, que clareia o dia por uma hora menos, apesar da sensação ser de dias mais longos. O cair do sol às dezenove me faz parar tudo para assistí-lo. Penso sempre o porquê dessa mudança, mas não preciso de uma resposta. Respostas específicas demais geralmente me assustam. Então o assisto sem querer respostas para minha pergunta. Afinal, pra quê tirar a graça de tudo isso com alguma resposta que, provavelmente, eu não escutaria uma palavra? E se escutasse, não entenderia... Aliás, o sol tem essa magia toda, de vir com uma trilha sonora, né? Cada lugar combina com uma música para belos dias ensolarados. Algumas combinam mais com domingos em casa, café na cama... Horário de verão é tão mais outono do que verão, e acho que é por essa contradição da vida que eu gosto tanto. Tirando o fato de ter uma hora a menos pra vadiar pela vida...

sábado, 1 de outubro de 2011

Detalhe

Encontrei a felicidade sentada numa mesa de um restaurante mexicano na Augusta, tomando uma cerveja com uma pessoa que eu amo. Rodando pra lá e pra cá, sem destino. Sem hora, sem pressa, sem compromisso...