domingo, 11 de setembro de 2011

Não sei se sou. Talvez eu seja, não sei.

Estou cercada de pessoas, porém só. Só eu. Eu e eu. E sinceramente, eu, sendo eu mesma, cansei. Cansei desse vazio que não é preenchido nunca. Nem por um ventinho, nem sequer uma brecha do sol que entra pela janela. Muito menos por mim mesma. Estou em constante estado de solidão, que me faz tanto pensar... Acho que estou enlouquecendo, ou apenas enfraquecendo. Me sinto fraca também, estou perdendo o melhor de mim e até o que nunca tive. Ou tive por um momento e perdi rapidamente. E cada vez mais me perco, afundo... e não há bóia que me salve, me tire da maré movimentada. Não sei o que fiz da minha criatividade. Acho que foi pro ralo com alguns dos fios de cabelo que se desprendem da cabeça, ou com pedaços da minha pele que estão a mudar constantemente. Sabe-se lá o que fiz e estou fazendo da minha vida, ao menos sei que não sou aquilo que as pessoas pensam, o contrário do que realmente sou. Ou do que quero ser. Não sei exatamente. Não sei absolutamente. Sei que sou o que sou, talvez não seja o que quero ser. Mas num futuro talvez eu seja. Seja o que quero ter e tenha o que quero ser.

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Você de novo

Esses dias dei pra ter saudades do ano passado. Da falta de compromisso comigo mesma, das sensações. Senti saudades de falar com você todos os dias. De você gostar de mim e eu não saber se gosto de você. Das gravações e das nossas dizidas músicas. A trilha sonora dessa drama bom. E por uma bobagem deixei você escapar, como quem pega um punhado de areia fina que escorre dentre os dedos. Te magoei, e que nem dizem: sambei no teu coração com salto agulha. E nem ao menos parei. Me aprofundei em algo totalmente vazio de amor, e te olhava me olhando de longe, e não sentia pena. Só de mim. Te perdi, perdi-me e iludi-me. Me abri, e meus olhos não fitavam mais os teus, minha pele não estava mais sobre a sua. Fitavam outros, era tudo diferente. Olhares que se desencontravam por poucos milésimos, e reencontravam-se e vai-e-vém. Não sentia mais nada além de dor. E depois não mais. E logo após o término, acabou. E agora tô com saudades dos amores do passado. Não sei se posso dizer que te amei, mas as coisas mudaram e os sentimentos não são mais os mesmos. Eu gostava de você. E essa é a hora que você se pergunta: ''Então, porque?''... E eu te digo que não foi por não gostar de você, mas sim por não gostar de mim. Sabe se lá o que se passava na minha mente de 15 anos, que mais parecia uma metralhadora, atirando conclusões confusas à respeito de qualquer coisa... Mas eu tenho todo o tempo do mundo, posso esperar. Posso fazer coisas que nunca imaginei, só por você. Acho que isso significa algo, não? Somos tão jovens...

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

À espera de um nome menos clichê que saudades

Às vezes sinto sua falta. É inevitável olhar pra você e não lembrar de tudo que passamos nos apressados 3 meses que dividimos tempo. Às vezes queria voltar no tempo. Que eu ainda não sabia tanto sobre a vida. Que eu era mais inocente. Você me olhava com um jeito de que ia pedir algo, mas tinha vergonha. Saudades dos beijos nas escadas e escondidos de todos. Saudades do perigo. Do ciúme. Das risadas. Até mesmo da última escapada. Sinto saudades até mesmo de ouvir você dizer que tava com saudades. É, eu acho que às vezes sinto sua falta mesmo. Agora é uma das vezes. Faz parar? Não podemos. Nem quero. Só sinto falta. É só isso mesmo... Saudades.

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Reflexos do espelho da vida

A dor está lá, sempre como uma linha contínua, aparentemente sem começo, nem meio, nem fim. Estão todos os sentimentos alinhados, e postos como um ranking enumerado no espelho que reflete as sensações. A linha da felicidade está tênue, quase sem força e sem cor.
Olhar-me no reflexo não é mais como ontem, acho que perdi minha face e estou mascarando-me com todas as outras que me deparo. Não sei mais como é ser eu. Não sei mais aproveitar-me de modo íntegro.
Mas observo no reflexo que não há sentido algum em nada disso. Perdi-me no início e não há reflexo ou reflexão que faça encontrar-me.

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Frenético

Hoje acordei com um milhão de sensações: carinho, saudades e junto a isso, sinto que meus calcanhares doem. Poderia escrever diversas metáforas para cada uma das sensações, mas tenho preguiça transbordando de modo que não se esconde. Sempre presente, por sinal. Ócio que me consome, mas algo tem que ser feito. Levanto-me da cama e tais sensações acompanham-me como se estivessem penduradas, suspensas no meu corpo, tamanha a intensidade de cada uma. Arejar foi tranquilizante, sair de casa é sempre melhor do que parece. Sentir o ritmo da cidade, que, mesmo que não me acompanhe, está presente de um jeito ou de outro. Ritmo louco, frenético. Até que eu gosto. Chego na farmácia e busco por band-aids para cobrir as feridas nos meus calcanhares. Por fim estou fazendo o caminho de volta, para então começar o dia outra vez, outra rotina e outros calcanhares.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

16 forever

O tempo passou, e eu cheguei até aqui. E quero parar. Porque o mundo me assusta, e por mais que eu queira crescer, não quero. Gosto tanto da minha vida agora, aos 16 anos... que poderia ficar perdida nesse tempo-espaço para sempre. Quer rotina melhor do que escola-dormir-acordar-escola? Tudo bem que escola não é a melhor fase da vida, mas depois a gente ouve dos mais velhos que iremos sentir falta. Também tem a faculdade, que é uma coisa mais passageira que a escola, mas também muito mais intensa. Eu tenho planos para o futuro, mas até lá, ainda tenho 16 anos. E esse ano faço 17, e no outro 18... E quando me vejo pensando no que vai ser de mim, já estou formada, trabalhando na área que eu realmente gosto e com filhos pra criar. Embora eu precise dessa independência e responsabilidade, não quero pensar em pagar contas, em não ter os conselhos da minha mãe. Aliás, me assusta saber que um dia não vou ter minha mãe e meu pai ali pra tudo. Não tenho vergonha de admitir, de verdade. Não sou nenhuma dessas garotas que tem 16 anos e acha que tem 21. Tudo tem seu tempo, e eu estou vivendo o meu melhor tempo desde então. Ainda ganho minha mesada e gasto com as coisas que eu quero sem ter que dar satisfações pros meus pais, meu pai paga meus sapatos e minhas roupas, eu não preciso trabalhar pra isso... Só preciso não ser uma vagal. Ainda tenho minha mãe pra cuidar dos meus problemas de gastrite quando estou realmente mal, e ficar ao meu lado até adormecer. Tenho meu pai, que tem sido meu mais fiel companheiro de almoços aos domingos desde que meu irmão começou a namorar, e a minha mãe começou a ter eventos todos os finais de semana. Tenho meu quarto, minha bagunça que eu nem preciso arrumar, porque sempre tem alguém que não aguenta vê-lo bagunçado. Tenho tudo que eu preciso ter, e ainda quero mais. Quero poder usufruir disso para sempre. Por isso não quero crescer. Me assusta saber que vou perder tudo isso e vou ter que me virar sozinha. Porque o mundo é cruel. E vai ficar cada vez pior. Não quero que meus filhos vivam num mundo cruel. Quero que eles tenham as mesmas oportunidades que eu, ou até melhores. Mas... porque já estou falando em filhos? Não vivo naquele programa ''16 and pregnant''. Eu vivo minha vida da melhor maneira possível... estou assustada com o que o mundo pode me tornar, ou tornar-se, mas estou vivendo. Até meus 17, meus 18 ou até o nascimento dos meus filhos, ou além.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Ócio

As férias não poderiam ter vindo em tempos melhores. Gosto de quando as coisas começam a funcionar a meu favor quando necessário. Tanta coisa se passando desde... então. Várias paixões levianas que sem dúvida serão devidamente esquecidas agora, exatamente por serem levianas. Várias coisas a fazer e muito tempo pra fazê-las. Apesar de minha única vontade ser ficar na cama. No ócio. Convidativo... uma pena que terei de recusar. Quem sabe outra hora, para um chá e uns biscoitos.