domingo, 12 de junho de 2011
Pessoal
Tudo mudou. Inclusive as pessoas, acho que foi a maior mudança que ocorreu dentre esse curto espaço de tempo. E muitas se foram, e muitas outras chegaram. Tantos outros indiferentes, imperceptíveis, que quase por falta de tempo, inexistentes. E agora está tudo mudado. Inclusive os hábitos. A rotina sempre tão tosca. Sempre a achei tão desnecessária. Conforme as mudanças vem vindo, a rotina acostumou-se com meu desprezo, mas por fim, abandonou-me. Ainda bem. E a partir de hoje, continuo em busca do novo. Do novo conhecido. Que por início é apenas um conhecido, e depois um alguém um pouco mais próximo. E cada vez mais próximo. E se torna um amor, que talvez não correspondido, mas esse é o drama todo do amor. E meus anseios de trazê-lo para mais perto crescem... Quero tocá-lo. Sentir seu aroma natural, e quero que siga seus extintos. Sentir o salgado do seu corpo a cada vez que te tocar com a língua, e que me arrepie, que me faça sua. Que me envolva no ato em que estivermos entrelaçados, seguindo os passos fiéis do movimento que não tem como ser outro. Vai e vem. Meu amor. Quero dizer ao pé do seu ouvido o quanto aprecio esse momento. E quero que se torne como uma fita cassete das antigas: rebobine, acelere, um pouco mais devagar... Permaneceremos juntos e exalando ao nosso cheiro característico, quem sabe fumar um cigarro que torne o ambiente com cheiros que se misturem, mas continuem sendo nossos. Esta sou eu, ainda procurando te encontrar, perto do posto, do mercado e de casas antigas com portões baixos. Com os ventos que desajeitam meu cabelo que nem ao menos foram uma vez ajeitados. Ouço a sinfonia pouco sincronizada da avenida e das buzinas e das pessoas e de todo o resto. Continuo andando em busca de um olhar que me corresponda: não só ao meu amor, mas também aos meus anseios, e tudo o que tenho procurado e nunca encontrei. E dizem que tudo tem seu tempo certo, que tudo tem que acontecer naturalmente. Com um empurrãozinho deixa de ser naturalmente? Perde toda a graça? Espero que não.
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