terça-feira, 2 de março de 2010
I's.
Incerteza. Ela não sabe se quer, ou se não quer. Na verdade, nem ao menos sabe oque querer. Sempre se pega pensando nessas coisas, é frequente, e ela só percebe depois. Talvez incerta não, mas talvez impulsiva, ou não, pode ser inconsequente, intolerante, pode ser o que quiser. Incógnita: x, y, n. O que quiser. E é isso que gosta em si. Nesse cardápio de incógnitas, cheio de pratos fartos do imprevisível. Talvez essa letra seja mesma a que a define. I. Pode até mesmo ser ''eu'' em inglês. Afinal, antes de tudo, amar-se é garantir-se, confiança, auto-estima. Pode ser do ego, o ''eu'' em latim. Pode ser o que quiser, afinal, são infinitas as possibilidades. E é assim que os fatos vem na vida dela, tão imprevisíveis, que nem ela mesmo consegue entender. Por isso pensa, reflete, pensa mais, reflete denovo. Por ser impulsiva, faz o que quer e só pensa depois, só depois vê se o que fez foi o certo, ou até mesmo o errado. Afinal, imperfeição também existe, ô se existe. Analisa-se, estuda-se, tenta explicar o que seu consciente quer, ao modo que tenta equilibrar o que o seu subconsciente não pode ter. Mas não, ela não consegue. Talvez I seja mesmo a letra que a define. Indefinível. Contraditório, não? É mesmo. Isabela.
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