segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Camaleões
Algumas pessoas são exatamente como eles. Eles sempre estão por aí, fingindo ser alguém, adaptando-se a qualquer lugar e situação. Você nem percebe, são tão comuns quanto todos nós. Exceto por uma coisa. Embora sempre tenham seus momentos vitoriosos, também falham. Exatamente na hora que menos esperam, são descobertos.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Insano
A linha constante e sempre muito forte que contém os fatos da minha vida está sem rumo, a linha está tênue. Não sei o que está acontecendo, é difícil definir se é uma fase ou se é um status. Estou inconstante, perdida, despretensiosa. Estou com medo, ansiosa, desiludida. Descalça, despida e largada. Sinto que tudo que custei a conquistar foi-se com a leve brisa passageira que veio bagunçar meus cabelos desajeitados. Não há nada que traga minhas esperanças de volta, não há médico para minha doença. Nem o melhor dos sanatórios curaria minha loucura, meu estado mental, abalado, que repete cenas que não quero. Que fala com uma voz rouca, que tem um pulmão desgastado, que me assusta. Embora não quisesse admitir, não posso negar que esta é minha pior situação desde então. Desejar o fim dos dias só para poder então deitar no meu leito, no meu repouso. Momento único em que a voz não me atordoa, por sinal. Cansei de procurar o fio da meada que me trouxe até aqui. Sinto-me sozinha, mais do que quando realmente não tenho ninguém, exatamente quando não tenho ninguém e nada. Apego-me às coisas materiais pois elas não são como pessoas, que vem e vão. Elas vêm e ficam. Sempre me acompanharam, por mínimas e tolas que fossem, estavam aqui. Substituem o afeto que já é ausente a tempos na minha estrada. Eu mesma fiz questão de tirá-lo do meu caminho. As pessoas perderam o controle de seus sentimentos, nem mesmo sabem a intensidade dos mesmos. Prefiro a loucura, que me permite um universo paralelo, que, não digo que bom, mas pelo menos, não é monótono. Me distrai, alimentando minha insanidade e minha vontade louca de ouvir aquela voz dizendo-me o que ou não fazer, pra eu ter uma decisão por mim mesma, algo coerente, que o mundo já não sabe mais o que é. Essas pessoas são normais, vida normal, tudo normal. Dizem que ser normal é bom. Não gosto nada da ideia, insatisfatório para mim, na realidade. Prefiro viver nesse mundo insano da loucura, do anormal, do que permitir-me a ser uma mera pessoa normal, cheia de pretensões minimalistas e vazias. Devaneios.
quinta-feira, 4 de novembro de 2010
Vida curta
Pálpebra pesada
Vista cansada
Eternidade jurada
Jura quebrada
Palavras ao vento
Que num dia cinzento
Tornam-se lamento
Lamento a troco de nada
Respiração parada,
Reflexos de uma vida transtornada
Última palavra de uma boca que nunca disse nada:
Adeus.
Vista cansada
Eternidade jurada
Jura quebrada
Palavras ao vento
Que num dia cinzento
Tornam-se lamento
Lamento a troco de nada
Respiração parada,
Reflexos de uma vida transtornada
Última palavra de uma boca que nunca disse nada:
Adeus.
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
Lonelyness
Hoje acordei me desconhecendo mais do que o normal. Levantei e fiz o caminho que me leva até o banheiro e encontrei-me com o espelho. Ele revelou minha pálida face cansada, e ironicamente minhas pálpebras lutando para permanecerem abertas.
Então olhando o meu próprio reflexo, tristemente concluí que estou exausta, cansada e infeliz. Disse ao me encarar que queria fugir. Não preciso de motivo maior além de que meus cansados olhos não querem mais ver a vida da minha maneira. Não querem mais ver as cores. Só e exclusivamente o branco vazio e monótono do teto do meu quarto. Meu aconchego e repouso das ideias. O vazio agora é o que me preenche, e como acompanhante trago a solidão. A imaginação vem na bagagem e ela faz diferença. Só ela. Só eu e minha mente dançando e colocando as palavras que faltam nas entrelinhas. Meu universo solitário e nada mais.
Então olhando o meu próprio reflexo, tristemente concluí que estou exausta, cansada e infeliz. Disse ao me encarar que queria fugir. Não preciso de motivo maior além de que meus cansados olhos não querem mais ver a vida da minha maneira. Não querem mais ver as cores. Só e exclusivamente o branco vazio e monótono do teto do meu quarto. Meu aconchego e repouso das ideias. O vazio agora é o que me preenche, e como acompanhante trago a solidão. A imaginação vem na bagagem e ela faz diferença. Só ela. Só eu e minha mente dançando e colocando as palavras que faltam nas entrelinhas. Meu universo solitário e nada mais.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Highs and Lows

Há uns dias atrás pela manhã eu decidi que prestaria mais atenção em você. Então o fiz. Como você me atrai, eu não sei, mas é incrível como conseguiu fazer isso tão fácil e rapidamente. Seus dentes super regulares e seu hálito sempre muito gostoso, do meu chiclete favorito. Sua voz e o jeito que você falava me encantavam e mesmo que eu quisesse esconder, acho que não consegui. Ficou evidente que, tudo que eu queria era uma chance. Eu a tive, e juro que aproveitei muito. Nada melhor poderia estar acontecendo naquele momento, apesar das coisas estranhas ao nosso redor e das nossas conversas que aqui são censuradas, mas na hora ganhavam nossos risos. Você mesmo sem perceber fez eu me sentir feliz depois de tanto tempo sem saber o que era isso. Obrigada. Eu espero ter feito você se sentir assim também. Mas não foi só isso, foi uma coisa meio mágica, que não tem nem como descrever aqui. Posso parecer precipitada, mas é que foi tão único e tão bom que não dá pra ser diferente. Mas tudo que conspirava a nosso favor, de repente sumiu. Acabou a mágica e tudo mais. Não que alguém tenha feito as mudanças. Você mesmo as fez. Conseguiu me dar mais um motivo para eu não me entregar tanto da próxima vez que eu for me envolver assim com outra pessoa. Ficar me lamentando aqui não vai adiantar de nada, afinal já foi, já passou. Eu só espero que daqui pra frente eu seja menos apressada. Porque foi toda essa pressa que te cansou, talvez. Minha cansativa busca por um amor te trouxe, e você mesmo disse adeus. Eu quis fingir que estava tudo bem, eu também quis fingir que estava apaixonada. Acho que fiz tudo isso muito bem, te convenci, afinal. Agora estou cada vez mais certa de que me convenci que não estava. Doce ilusão, tão venenosa. Tão tentadora. Infelizmente não caio mais na sua. Valeu a tentativa...
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
Empty

Hoje eu resolvi me prender a sentimentos do passado. Na verdade, eu estou sempre disposta a isso. Senti falta do meu antigo apartamento, de dividir quarto com meu irmão, das minhas amizades e da minha infância lá. Senti falta do meu antigo colégio, do meu uniforme velho e confortável que hoje me serve de pijama, do cachorro quente com pão murcho, do carinho que eu recebia das pessoas ao meu redor, da coordenação chata, da professora chata de química, sinto falta de desafiá-la e ser expulsa da sala, da minha antiga professora de geografia, das aulas de biologia que eu realmente aprendia alguma coisa, da minha apostila toda rabiscada por fora e vazia por dentro, do inspetor que sempre foi carinhoso comigo. Eu quero chorar, desejo que com minhas lágrimas eu possa retornar agora. Sinto falta da minha rotina do ano passado, das minhas melhores amigas ao meu lado. Sinto falta da minha responsabilidade que costumava ser bem maior, e eu me preocupava mais comigo. Sinto falta de tantas coisas, pequenas mas não tão tolas, que me deixavam feliz de alguma forma. Sinto falta das aulas de laboratório a tarde, porque a gente sempre almoçava no Mc e comprava docinhos antes. Eu quero me entregar, jogar tudo pro alto agora. Sinto falta de não estar apaixonada. Tudo era mais simples, na verdade. Não que eu não goste desse sentimento, mas é que é complicado e novo. Sinto falta de ser feliz como costumava ser. Sinto falta de dizer sinceramente que amo alguém, de me abrigar nos braços de um amigo e chorar por nada, e agradecer. Sinto falta de quando eu tinha vontade de fazer algo que mudasse minha vida, mas a vontade passou, e hoje estou largada. Sinto falta de ver a mão de alguém estendida, disposta a me ajudar. Não é fácil.
sábado, 25 de setembro de 2010
Love letter for no one

Querido, são tantas coisas que me passam pela cabeça agora, lembranças de todos nossos momentos, que eu mal posso escolher um para ficar aqui comentando de como tudo foi bom. Fiquei algum tempo olhando para esta página antes de escrever algo, porque eu quero escrever algo sincero e que você mereça. Lembro do dia que nos conhecemos, faz tanto tempo, e eu não imaginei estar onde estamos agora. Te agradeço todo tempo por ter aparecido assim na minha vida, tão repentinamente que eu não poderia evitar, nem se eu quisesse. Mas eu não quis, e desde a primeira vez que te vi, me apaixonei. As pessoas nem sempre acreditam em amor a primeira vista, e geralmente tudo vai muito mais pelo lado físico. No entanto, eu me apaixonei pelos seus traços, por serem tão diferentes e únicos, eu adoro isso. Depois que começamos a conversar me apaixonei mais ainda por você. Pelos seus ideais, e pelas sua cabeça tão bem feita(e pelo fato de você ser solteiro, o que tornou tudo tão mais fácil para mim, hahaha). Agora quero ficar nastalgiando esse dia incrível. Nossas conversas e o jeito que você olhava nos meus olhos, ria das besteiras que eu falava e o modo como você segurou as minhas mãos e agradeceu por estar fazendo você se divertir. Eu me lembro de ter dito que eu adoro fazer os outros rirem, e que também o fazia porque havia adorado seu sorriso e sua gargalhada espontânea. E a cada gesto, cada ato seu, eu me apaixonava mais. Como você pode ser tão rápido? Algumas horas e eu já me via perdidamente apaixonada. Melhor é lembrar do nosso primeiro beijo. Continuávamos conversando e você segurava minha mão, e de repente ficou um silêncio que eu fiquei até corada de vergonha, por não saber o que falar. Olhei para o chão e quando tornei a erguer a cabeça e ajeitar minha franja, me via sem saída(não que eu quisesse sair né) e enfim nos beijamos. É como dizem sempre, que quando você gosta da pessoa você ouve um som suave de sininhos no seu ouvido. Por mais estranho que pareça, eu escutei os tais sininhos, e mais estranho ainda é continuar ouvindo-os a cada vez que nos beijamos, mesmo depois de tanto tempo juntos. Você me proporciona coisas que ninguém nunca me proporcionou, e eu te amo por cada detalhe mínimo que te torna quem você é. Obrigada.
Com amor, Isabela.
25/09/2010
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