sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Sincerely
You're the only person I would allow to shrunk down to a microscopic size and swim inside me in a tiny submersible machine. You're too good for me; you're too good for anyone.
segunda-feira, 13 de agosto de 2012
D
Minhas memórias do ano passado nesse lugar, são das minhas manhãs com você. Eu e você e mais algumas pessoas que eventualmente juntavam-se a nós. Nossas manhãs eram sempre cinzas, mas 'cê me tirava a monotonia com suas peculiaridades e seu jeito engraçado. Você teve que ir, até porque não tinha mais nada pra você por aqui. E eu fiquei, mas também, só por enquanto. Fizemos as típicas promessas de fim de ano, e algumas até conseguimos cumprir. Mas algo aconteceu: você conheceu alguém. Eu não sabia quem era, e até hoje acho que não sei. Não sei mais quem você é, inclusive. Soube exatamente quando estava te perdendo, e fiz o possível e o impossível pra isso não acontecer... Quem disse que adiantou? Por mais que eu não quisesse, desisti de tentar, pois cansei de não conseguir. Fui fraca, e ainda sou. Sinto sua falta. Você não era meu namorado e não tínhamos laços sanguíneos. Você sempre foi meu lado racional e que vai contra o convencional. Minhas manhãs nunca mais foram as mesmas... Você foi a referência afetiva mais sincera que eu pude sentir em forma concreta. E hoje você é um desconhecido? Talvez. Preferia que não fosse, mas agora a escolha não é mais minha.
Sempre que (não) precisar,
Isabela
Sempre que (não) precisar,
Isabela
domingo, 8 de julho de 2012
Enferrujei
Estou limitada. Locomotiva parada, sem novas estações, trilhos enferrujados, não saio do lugar. Eu gosto de escrever, mas parece que acabaram os tópicos sobre os quais sei falar tão bem. Looping. Saio do lugar e mesmo sem querer, volto pra ele. Merda. Não que eu tenha pressa, mas é essa angústia de não saber fazer o que eu mais gosto. Não que eu vá morrer por isso, pois um escritor depende da sua criatividade, e isso não surge com pressão. Aguardo o tempo que for, a novidade que está por vir, ou qualquer coisa que venha para poder escrever sobre. Mas nada é garantido, afinal, tudo é tão incerto...
quinta-feira, 5 de julho de 2012
Sete e um quarto
Não sei por onde começar.
-
Quando eu estava no segundo ano do ensino médio, a professora de redação sugeriu que escrevessemos um texto com o que viesse em mente, e caso nada surgisse, que escrevessemos ''branco'' no papel. Eu escrevi algo embaralhado, sobre estorvo, jornalismo, dor nos calcanhares e band-aids e algumas vezes a palavra ''branco''. Foi a primeira produção de texto do ano, e todas essas palavras vieram de memórias recentes das férias de janeiro. Engraçado como a mente flui. Embora não lembre qual tenha sido a primeira produção de texto desse ano, venho escrevendo involuntariamente milhares de linhas na minha cabeça que acabo nunca colocando no papel. Parece bobagem... E por fim não é bobagem coisa alguma. A questão é que, mesmo depois de tanto tempo, ainda lembro de quando escrevi sobre o estorvo e etc. Ainda penso nas coisas que escrevi naquele dia, embora tanto tempo depois, parece que com mais intensidade. Não sei se foi pelo motivo de ter ficado mais velha. Não sei se cresci, se estou diferente fisicamente, se tenho mais maturidade do que naquele dia. Não sei mais de nada... Mas ainda tenho as cicatrizes nos meus calcanhares, e isso eu sei que sempre vou ter. E eu sempre serei piegas, não importa. Agora não sei por onde terminar... Que seja.
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Quando eu estava no segundo ano do ensino médio, a professora de redação sugeriu que escrevessemos um texto com o que viesse em mente, e caso nada surgisse, que escrevessemos ''branco'' no papel. Eu escrevi algo embaralhado, sobre estorvo, jornalismo, dor nos calcanhares e band-aids e algumas vezes a palavra ''branco''. Foi a primeira produção de texto do ano, e todas essas palavras vieram de memórias recentes das férias de janeiro. Engraçado como a mente flui. Embora não lembre qual tenha sido a primeira produção de texto desse ano, venho escrevendo involuntariamente milhares de linhas na minha cabeça que acabo nunca colocando no papel. Parece bobagem... E por fim não é bobagem coisa alguma. A questão é que, mesmo depois de tanto tempo, ainda lembro de quando escrevi sobre o estorvo e etc. Ainda penso nas coisas que escrevi naquele dia, embora tanto tempo depois, parece que com mais intensidade. Não sei se foi pelo motivo de ter ficado mais velha. Não sei se cresci, se estou diferente fisicamente, se tenho mais maturidade do que naquele dia. Não sei mais de nada... Mas ainda tenho as cicatrizes nos meus calcanhares, e isso eu sei que sempre vou ter. E eu sempre serei piegas, não importa. Agora não sei por onde terminar... Que seja.
terça-feira, 12 de junho de 2012
Ampulheta
Hoje prometi pra mim que seria diferente. Que agiria de outra forma, tomaria decisões importantes. Não aconteceu. Tenho essa mania tola de achar que as coisas mudam de uma hora pra outra, que uma situação vai ser diferente sem eu fazer nada. E nada nunca muda repentinamente. Abri os olhos e tive a mesma vista da manhã, apesar da neblina, foi a mesma de todos os dias. Dei continuidade aos mesmos hábitos que, em conjunto, são parte da mesma rotina de anos. Vi as mesmas pessoas, observei a calçada do mesmo trajeto de sempre. Até exagero ao dizer que nada mudou desde que acordei. Se mudou? Mudou a cor do céu, mudaram as horas... Alguns pensamentos não ousaram em mudar, mas ao menos se revezaram entre si. Mas, realmente mudou? Não. E nem vai mudar tão cedo.
segunda-feira, 28 de maio de 2012
17
Ultimamente venho arrancando palavras da cabeça. Da boca. Em vão, pois nada sai. Aprendo palavras e quero pô-las em prática. Não é fácil. Quero situações, fatos que me forcem a usá-las, sem nenhum porque. Apenas quero. Escrever não é fácil. Preciso de mais do que a utopia e palavras bonitas que ninguém sabe sem pensar. Preciso de mais do que apenas inspiração. Preciso de vivência, de aprendizado, de conhecimento, de saber o que é passar sobre o que escrevo. Cansei das minhas poesias. Lamentos cheios de acontecimentos inúteis que farão diferença alguma no futuro. Estou em busca da construção do meu personagem, na perfeição do mesmo, do profundo conhecimento dele nessa novela tosca que é a vida. Estou hoje leviana. De coração, de cabeça, de corpo. Quem me dera encarar meus anseios com a mesma intensidade e vontade que tenho de atingí-los. A face do meu seio parece cortada e não aparenta cicatrização rápida. Corte fundo. Perdi essência... Sei lá quem sou! Minha mente não responde meu corpo e vice-versa. Acho equivocado esse lirismo tão jovem, mas a vida exigiu que meu eu desconhecido o fizesse.
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Sou
Se sou o que hoje sou
Foi porque muito tempo me custou
Para pensar tudo que pensei e ainda penso
Para criar a linha de pensamento intenso
Tornei-me o que já sabia que era e sei que serei
E não houve um dia em minha terra que não fui rei
Rainha, que seja!
Sei o que sou mesmo que ninguém veja.
Foi porque muito tempo me custou
Para pensar tudo que pensei e ainda penso
Para criar a linha de pensamento intenso
Tornei-me o que já sabia que era e sei que serei
E não houve um dia em minha terra que não fui rei
Rainha, que seja!
Sei o que sou mesmo que ninguém veja.
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